sábado, 9 de janeiro de 2010

transplante de cérebro

antes que eu me enlouqueça
tô trocando de cabeça

(antonio sodré - o poeta da transmutação))

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

quanto vale um sonho?

o vendedor
de sonhos
sentado
na calçada
vendia
tão triste(s)
os sonhos
que a mesa
adornava

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

flash

nada ainda.

a ver navios.

o mar está tão longe.

o dia de amanhã está tão perto.

meu radar nada capta.

mente.capto.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

assombro

sombria
sombra
assombrava

a menina que
de sombrinha
passava



(tirado de diálogo provocado por lidiane
em noite de muito fôlego)

terça-feira, 11 de agosto de 2009

pausa

às vezes não entendo
o silêncio

não escuto

ele continua
querendo dizer coisas

terça-feira, 7 de julho de 2009

do alto das montanhas

a noite escorre entre meus dedos

intrépida e veloz

sob o comando dos cascos de mais de mil cavalos


a princesa dorme na torre e sonha de novo sob a sanha das eras


nenhum poeta vai decifrar essa insanidade

que beira a loucura mística transcendental


sou a quimera dos seus sonhos mais malditos

descabelados tangidos para outras paragens entre o absurdo e a pantomina


tragicômico se não fosse verdade

nessa noite de mentira de eternos retornos


transtornos multipolares

o silêncio transcende a madrugada

corta o tempo espaço entre espasmos de silvos fantasmagóricos


o palhaço está solto na contralinha do não trem.

Vem que tem, seu maldito!


espalha essa baba cósmica que envenena a pele dos meninos

espalha essa bolha de uma percepção que roça o limiar da loucura


deixa o louco girar deixa o louco girar deixa o louco

sonhar cantar tocar brincar pirar


papai, mamãe, seu filho pirô de vez

pierrot das matinas

o sol nasceu, corre, vem ver

lindo iniciar

todo dia de novo começa

do terror à luz num salto entre os limites da razão

entre nietczhe e a espada

dragão de são jorge! Ave! me tira daqui


assim caminha e pira a humanimaldade

salvem=me sodré e.cummings


o poeta que queria ser jack kerouac na província

dicke no sertão walt whitman passeando pelas relvas

as folhas soltas do destino.

salve salve thomas de quincey salve clarice e seu hobby de loucura

fina flor do cocho rasqueado no cerrado

dance dance dance ian curtis joy division

chorei todas as lágrimas salve arrigo barnabé

a clara croccodilo

minhas lágrimas são de jacaré pantaneiro.


salve alvarez de azevedo um brinde à gregório de matos na taberna do macário.


baudelaire buckowisky

arthur

o rimbaud das áfricas soturnas modulando tráficos estelares


salve a galera do software livre

e a cultura digital

e você ri até morrer


salve a quebradeira

dos macacos bongs

caximir viralata das vias urbanas de cuiabá


sexta-feira, 3 de julho de 2009

poemeto de bordo

oi.
cheguei e não cheguei
sumi de mim de tudo
destrui três palcos em rio grande
santa maria poa
quanta loucura há no excesso
pinga conhaque mijo & poesia
vômito na mesa de jantar
os menino tudo ria
assim fomos de van poesia
sol na garganta do futuro &
viralata saindo pela culatra
assim fomos um dia dois três poesia & sons
ave santa maria de deus
e do diabo também que merece ter mãe
todo mundo merece ter mãe
até o filho da mãe
até o filho da puta do viralata

beijos para juca culatra e para o sol na garganta do futuro