sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
improviso s/nº
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Valeu (e vale) a pena: EUNÓIA, de Eduardo Ferreira
Fábio Fernandes, São Paulo (SP) · 22/1/2007 09:27
| Rosa gerou Leminski que gerou Eduardo Ferreira. |
na falta do que dizer, eis que, (ab)surdo e mudo
ensimesmado. abestado. atarantado.
isso é só uma impressão.
off set ou fotocopiadora.
não importa a sua técnica.
craque é aquele que não fala e faz.
o gol decisivo.
nos últimos segundos da prorrogação.
assim se
deci
de
um campeão
ou será
um campeonato?
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
o demônio surgiu na manhã
a pomba girou na manhã cinzenta fria com seus olhos injetados de fogo de eras vestida de vermelho na mini crackolândia de cuiabá na beira da rodoviária: - sou o demônio! berrou e riu com escárnio tudo muito claro tudo muito cinzas nas narinas pequeninas da américa latrina.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
pod(r)eres
descendo a avenida miguel sutil dizia para minha filha agora poucos minutos atrás o poder é contra revolucionário por princípio então devemos quebrar as hierarquias que definem o poder de mando de escolhas de direções então se estamos juntos a um movimento social só devemos estar com ele até o momento em que desejem hegemonizar sua forças e mandar a mão de ferro e desmandar a desmesurar perder as medidas então quando chega-se a esse ponto é hora de partir quebrar vazar e buscar outra turma aqueles que ainda não estão na zona de poder que estão no horizonte do poder. que deve ser sempre o próprio horizonte. esse é o nosso anti princípio anti.
ferreira, meu caro, você está sendo muito sutil.
porra nenhuma, responde o velho ferro, sutil é o Miguel.
risos. risos.
fecha cortina.
é fogo! (série: manhãs caprichosas.)
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
afazia
tempo, tempo. matéria amorfa, insaciável. sinto-me moído, vítima de mastigação.
estranha sensação de inutilidade da matéria gente.
da palavra matéria. da materialidade das coisas.
da inutilidade da arte, nem falo.
penso.
inutilmente, penso.
logo desisto.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
canto escuro
no centro da rinha.
frágil e sem saber com quem lutar.
os nervos trêmulos de suprema covardia.
escondendo a própria sombra.
cego de claridades.
finjo existências afazeres tarefas intermitentes para evitar o confronto com minha feiúra.
quem quer saber?
nada é tão importante
quanto o vazio
o vaso se quebrou
encanto voou
desgaiolado treslocado andando ao lado dos passos esparsos e tímidos da sombra arredia.
vadia. penso.
insisto. vadia.
desisto.
logo ali tem um beco escuro.
vou deitar nas sombras.
não quero mais saber de sonhar.