convidamos os fantasmas e eles vieram
todos
para nosso espanto.
florbela espanca e silvia plath
nos domínios de nossa cama.
eus e annas.
baús de poetas mortos
revirando asas
escolhendo o modelo mais adequado
para o seu vôo.
elas riem, choram, gozam
em minhas propriedades
supremos gozos
divinizo
bebo de sua alma
convivo com seus perfumes
e não peço perdão pela sua morte. segundo me disseram
os poetas já nascem mortos.
não sinto saudade
não a dor
não sinto
amor
só o gosto da flor murcha
que pousou no vaso
sem lágrimas
da sala cheia de fantasmas.
Cuiabá (MT) · 20/6/2006 15:12
domingo, 29 de junho de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário